Mitos e verdades sobre a Intolerância a Lactose

A intolerância a lactose é um assunto muito debatido atualmente nos consultórios médicos de diversas especialidades. É muito comum hoje em dia ouvirmos as pessoas comentarem que tem o problema e incentivando amigos e familiares a investigarem, mesmo quando são assintomáticos. Por que isso tem se tornado tão frequente? Na verdade a intolerância a lactose sempre existiu e não está se tornando mais frequente, mas mais comum.

Existem três causas para a má absorção de lactose: origem étnica ou racial (relacionada a uma alteração genética), reversível (secundária a alguma agressão intestinal transitória) e congênita (rara e presente desde o nascimento). Infelizmente não existe prevenção para nenhuma das três causas, no entanto, é importante saber que pode ser reversível, e que se a intolerância a lactose surgir após uma infecção intestinal, por exemplo, é possível que após a recuperação total da infecção as células intestinais voltem a produzir lactase normalmente.

O diagnóstico é baseado no teste sanguíneo ou no teste respiratório. É importante avaliar a presença de sintomas típicos durante ou logo após a realização do teste para verificar se existe uma correlação entre a má absorção da lactose e os sintomas do paciente, pois muitos sintomas são erroneamente associados à intolerância a lactose.

O tratamento para os intolerantes a lactose deve ser realizado baseado na redução da ingesta de derivados do leite, substituição dos nutrientes por fontes alternativas de energia e proteínas, reposição de lactase quando necessário, manutenção da ingestão de cálcio e vitamina D. A suspensão total da lactose pode ser necessária para estabelecer o diagnóstico corretamente, porém após este período, pequenas quantidades de lactose podem ser reintroduzidas com cuidado, monitorando o aparecimento dos sintomas. A utilização da lactase pode ser realizada caso haja ingestão de alimentos ricos em lactose para evitar o surgimento dos sintomas. Recentemente foram lançados no mercado alguns produtos que associam probióticos a lactase com objetivo de “ajudar” na digestão da lactose, porém ainda não foi comprovado ser superior à reposição isolada de lactase.

Atualmente, objetivando redução de peso e da famosa “barriguinha”, alguns profissionais orientam dietas sem lactose sem nenhuma base científica, e a restrição destes alimentos ricos em cálcio podem levar a osteoporose e fraturas.  A intolerância a lactose gera um conjunto de sintomas relacionados à má-absorção da lactose, mas não traz consequências em longo prazo, ou seja, não deve ser considerada uma doença. Se uma pessoa com intolerância a lactose comprovada continuar a ingerir derivados do leite, isto não trará consequências danosas, apenas pode ser desconfortável devido à presença dos sintomas acima descritos.

Se você quer saber mais sobre o assunto procure um gastroenterologista, a orientação profissional é essencial para o diagnóstico, orientação da dieta e prescrição do tratamento.

Baseado no artigo escrito pela
Dra. Maíra Silva de Godoy CRM-SC 13.193 
Médica Gastroenterologista RQE 8873

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